Na luta contra o câncer

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Na luta contra o câncer

Category : Comunicado

O câncer no século XX era tratado como uma doença onde se quer poderia se pronunciar o nome. O medo que existia e existe até hoje, vem de como o paciente com essa doença sofre. De acordo com o Instituto de Oncologia, no Brasil as estimativas para o ano de 2017, apontam a ocorrência de aproximadamente 596.070 casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma. Desses 49% (205.960) em mulheres e 51% (214.350) em homens.

O tipo mais comum de câncer diagnosticado em mulheres é o de mama. No mês de outubro houve uma mobilização para a prevenção desta doença que assola tantas mulheres em todo o mundo.

Confira abaixo algumas dúvidas que são recorrentes sobre essa doença.

Como realizar a prevenção do câncer de mama?

O câncer de mama na verdade ainda não pode ser prevenido, mas sim diagnosticado o mais cedo possível. Para isto, recomenda-se que as mulheres conheçam seu corpo desde o crescimento das mamas na adolescência. O auto-exame das mamas, hoje em dia, deve ser chamado de auto-cuidado, e pode ser feito pelo menos uma vez ao mês, preferencialmente no mesmo dia do mês para que as mulheres se familiarizem com suas mamas.

Após os 40 anos, a mamografia começa a ser um exame importante para a detecção da doença e recomenda-se que seja feito pelo menos uma vez por ano a partir daí. Todas as mulheres deveriam procurar um mastologista para acompanhamento e exame anual durante sua vida, mas principalmente a partir dos 40 anos.

Sintomas do câncer de mama

Geralmente o câncer de mama não apresenta sintomas no início. A partir do momento que começa a ser palpável, pode estar associado a um caroço na mama. Também pode ser representado por áreas de abaulamentos ou retrações de pele. Manchas ou alterações na pele da mama.  Pode ainda estar ligado a saída de líquido do bico da mama, geralmente no caso do câncer estes líquidos são sanguinolentos ou semelhantes à cor da água de geladeira ao descongelarmos o congelador.

Ao contrário dos que muito pensam a dor mamária é um sintoma muito comum das mulheres, mas raramente esta associada ao câncer de mama. A dor das mamas geralmente possui causas ligadas a alterações hormonais ou emocionais.

Câncer de próstata

Nesse mês de novembro o foco agora são os homens, com a campanha novembro azul. O Câncer de Próstata é o mais diagnosticado entre os homens no Brasil. Para 2017 a estimativa do Instituto de Oncologia é de 61.200 novos casos entre os brasileiros. A explicação para esse número alarmante é todo o preconceito que existe da população masculina sobre o exame de “toque”. Para muito o exame é constrangedor, contudo esquece que esse exame é o mais eficaz para se diagnosticar o câncer de próstata.

Entenda mais sobre o câncer de próstata.

O que é câncer de próstata?

A próstata é um órgão que faz parte do aparelho reprodutor masculino e sua principal função é produzir parte do líquido que forma o sêmen ou “esperma”. Esse líquido é produzido por estruturas glandulares (ácinos) e possui propriedades que ajudam a nutrir e preservar a integridade dos espermatozoides. O câncer da próstata é uma consequência da transformação das células dos ácinos, que passam a se proliferarem de forma anormal e ganham a capacidade de invadir o órgão e até, em alguns casos, circular pelo corpo e produzir tumores em outras partes do corpo (chamado de metástase).

Quais são os fatores de risco?

O principal fator de risco para o câncer da próstata é a idade. Quanto mais velha é a pessoa, maior a chance de desenvolver a doença. O histórico familiar em parentes de primeiro grau também aumenta a chance de desenvolver a doença. Como são fatores que não podem ser mudados ou evitados, o importante é sempre estar atento aos sinais que o corpo pode dar e consultar o médico em caso de sintomas e/ou dúvidas. Outros fatores de risco têm sido pesquisados, mas ainda não é possível afirmar com certeza que eles estão associados ao câncer da próstata.

Quais são os sinais e sintomas?

Muitas vezes os sintomas não aparecem e o câncer já esta lá na próstata. Isso não significa que a presença do câncer vá trazer imediatamente um problema. Muitos pacientes já são idosos e veem a falecer por outras causas, sem saber que já tinham um câncer na próstata. Entretanto, em alguns casos, podem surgir sintomas como ardência urinária, dor ao urinar, jato fraco da urina e raias de sangue no esperma. Quando esses sintomas aparecem, é muito mais provável que eles sejam consequência de uma doença benigna (como hiperplasia da próstata) do que decorrentes de um câncer. Entretanto, é importante “ouvir” o corpo e procurar um médico. Em poucos casos, a doença se desenvolve “silenciosamente” e quando o paciente procura o médico, já existe metástase nos ossos, o que gera dores no corpo e aumenta o risco de fraturas.

Como prevenir este tipo de câncer?

A melhor forma de prevenir a doença é manter hábitos de vida saudável e “ouvir” o próprio corpo, comunicando o seu médico as alterações no funcionamento do seu organismo. Entretanto, homens com mais de 55 anos que queiram prevenir o câncer da próstata devem discutir com seu médico as implicações de realizar o toque retal e a dosagem do PSA. Quem já teve um parente de primeiro grau com câncer da próstata e/ou é afrodescendente, deve estar mais atento, já que o risco é maior nessa população.

Como é o tratamento?

O tratamento depende do quanto a doença penetrou na próstata e se há metástase ou não. Depende também da agressividade da doença, que é medida por uma escala chamada “Gleason” e do valor do PSA no sangue. Quando a doença está apenas na próstata, o tratamento é feito com a cirurgia de retirada da próstata ou através da radioterapia, associada muitas vezes a uma injeção para bloquear a produção dos hormônios masculinos. Entretanto, quando a doença invade os órgãos em volta da próstata ou quando já se apresenta com metástases, a cura não é mais possível e o objetivo do tratamento passa a ser frear o avanço da doença. Para isso, o tratamento deve ser inicialmente com o bloqueio da produção dos hormônios masculinos, e futuramente com a quimioterapia ou novas drogas que inibem a produção dos hormônios de forma mais potente.

Fontes: https://www.hcancerbarretos.com.br/cancer-de-prostata


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